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No XII Congresso Mundial de Endocrinologia Ginecológica, a SOBRAGE, através do seu Presidente, Professor Paulo Spinola, e do Diretor Científico, Professor Hugo Maia Filho, teve uma participação ativa, não somente no simpósio organizado pela SOBRAGE sobre temas diversos em ginecologia endócrina, mas também com profícuas atividades em outros simpósios. O Professor Hugo Maia Filho falou num simpósio intitulado: “A new Player and Target in Gynecological Endocrinology: Aromatase”, substituindo o Professor Elsimar Coutinho, que não pode participar deste evento. Neste simpósio, o Professor Maia falou sobre os seus estudos mais recentes a cerca do papel desempenhado pela enzima aromatase no desenvolvimento das patologias endometriais, especialmente com relação à endometriose e os miomas. O papel desempenhado pela progesterona como um hormônio antiinflamatório ao mesmo tempo que age como um potente inibidor da enzima aromatase foi relatado simultaneamente pelo Professor Maia com relação ao endométrio e pela Professora Mendelson dos Estados Unidos com relação à mama. Foi muito interessante também observar que nestes congressos várias das propostas feitas pelo Professor Coutinho nos últimos trinta anos sobre a terapia da reposição hormonal com androgênios e a supressão da menstruação foram discutidas como grandes avanços médicos. Já o Professor Paulo Spinola apresentou seus trabalhos sobre contracepção na perimenopausa, trazendo sua contribuição pessoal sobre o desenvolvimento dos injetáveis e fazendo uma análise crítica sobre os diversos métodos hormonais e não hormonais que podem ser utilizados neste período. Este congresso foi muito bem organizado, com todas as sessões ocorrendo sem atrasos. Além dos vários simpósios e conferências plenárias, houve várias sessões de temas livres, que contaram inclusive como uma participação extensa de trabalhos de médicos brasileiros. Numa destas secções de temas livres selecionados para apresentação oral, o Professor Hugo Maia Filho apresentou um trabalho sobre o uso de contraceptivos orais contínuos, como o gestinol, com a finalidade de melhorar as taxas de amenorréia após cirurgias histeroscópicas como, por exemplo, as ablações endometriais. O uso do gestinol nestes casos revelou ser uma alternativa eficaz e mais simples e segura que a histerectomia.
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